Mulheres da comunidade de Umbuzeiro participam de encontro realizado pela Prefeitura e Coletivo de Mulheres de Uauá

Mulheres da comunidade de Umbuzeiro participam de encontro realizado pela Prefeitura e Coletivo de Mulheres de Uauá

O Governo Lindomar Dantas, através da Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza, e o Coletivo de Mulheres da Luta pelos Direitos das Mulheres de Uauá, promoveram na comunidade de Umbuzeiro, o encontro “Ser (Tão) Mulher: Um Diálogo Sobre Resistência e a Luta por Direitos”. O evento realizado no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos da localidade, reuniu mais de 60 mulheres e tinha como objetivo ampliar o debate sobre questões de gênero, a luta pelo reconhecimento de direitos, além de incentivar um diálogo sobre as vivências das mulheres no sertão.

Segundo a Secretária de Desenvolvimento Social, Pedrina Mendes, além de um momento riquíssimo onde a equipe pôde conhecer as histórias das mulheres, o encontro também foi uma oportunidade para apresentar o aparato de serviços que hoje o município oferece para acolher e acompanhar, por exemplo, as mulheres que estejam em situação de violação de direitos. “Nós tivemos a oportunidade de apresentar o conjunto de serviços que estão à disposição destas mulheres que vivem nos rincões do município, a exemplo das estruturas do CRAS, do CREAS, que contam com uma equipe multidisciplinar com psicólogo, assistente social, educadora social, advogados, para atender mulheres em situação de conflitos, violação direitos. Foi um momento muito rico e emocionante”, afirmou.

Ao comentar sobre as experiências vividas durante o encontro, de forma emocionada, a Chefe de Gabinete da Prefeitura Municipal e integrante do Coletivo de mulheres, Áquila Almeida, revelou que viveu uma experiência única, inclusive de autorreconhecimento enquanto mulher. “As mulheres de Umbuzeiro no início do nosso encontro estavam um tanto tímidas e arredias, mas depois começaram a revelar as suas histórias de vida. Uma das que mais me cativou, foi a história de dona Dilma do Sertão como é comumente chamada na comunidade, ela é uma espécie de matriarca da família Umbuzeiro. As mulheres reconhecem na figura de Dona Dilma a grande responsável por gerenciar todos os conflitos e interesses da Comunidade, ou seja, nós temos uma mulher ocupando um espaço de respeito e tomada de decisões que é  exemplo para todas as demais mulheres”, destaca.

Ainda de acordo com Áquila, que também é fotógrafa, uma outra experiência memorável foi a oportunidade de fotografar um pouco o cotidiano das mulheres da comunidade. A ideia é depois voltar e entregar uma fotografia para cada uma dessas mulheres e quem sabe também realizar uma exposição. “Eu entendo que como estamos tentando trabalhar a questão do autorreconhecimento, a fotografia tem este simbolismo, de você olhar para si mesma, se aperceber enquanto mulher, enquanto sujeita de direito e também se reconhecer da história de outras mulheres.

O que a gente está querendo trabalhar é isso. E paralelo a essas atividades continuar com a militância junto a este coletivo para construir novos espaços de discussão em outras comunidades, criar estratégias de atendimento às mulheres desassistidas que se encontram no campo, construir espaços formativos de politização de mulheres”, projetou.

Para a Psicóloga e integrante do Coletivo de Mulheres em Uauá, Tainá Menezes, a movimentação em torno da realização desse diálogo foi extremamente relevante no sentindo de fortalecer a luta de mulheres em Uauá: “Acredito que a gente precisa a primeiro momento está reconhecendo o chão por onde a gente pisa, está reconhecendo as nossas mulheres, reconhecendo quais são as reais demandas. Por exemplo, eu não esperava que no Umbuzeiro não estivesse tão tácito assim a questão da violência física e de fato eles são familiares, são outras nuances que atravessam a vida daquelas mulheres. A gente precisa conhecer o nosso território para saber como agir. É importante nos articularmos para buscar apoio visando fortalecer essas ações macro e micropoliticamente a gente se articular enquanto mulheres que tocam a luta em vários outros lugares, no intuito de contribuir com o nosso território”, finalizou.